Olá, só para compartilhar a rápida notícia do portal Globo.com – Natureza Rio+20, segue íntegra, com os créditos TODOS para Globo.com a quem pertence a matéria. Objetivo aqui é apenas divulgação.
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Para academia, acordos da Cúpula vão demorar para serem concretizados.
Especialistas se reuniram durante evento realizado em São Paulo.
Faltando pouco para a realização da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, membros da sociedade civil reunidos neste domingo (20) em São Paulo manifestaram que o melhor que se pode esperar do evento é que ele sirva para fortalecer a mobilização da sociedade.
A Rio+20 recebe este nome por ocorrer vinte anos depois da Rio 92 (também conhecida como Eco 92), considerada a maior conferência sobre meio ambiente já realizada, que popularizou o conceito de “desenvolvimento sustentável”. Ela ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.
“Os temas que estão colocados na Rio+20 – economia verde, governança e erradicação da pobreza – são como recomeçar o mundo. Sem dúvida são coisas que dependem de acordos entre governos, mas temos a sensação de que esses acordos vão demorar cada vez mais. Então é fundamental a sociedade se mobilizar por esses temas, pressionar”, afirmou o pesquisador da USP Pedro Roberto Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental. Ele falou durante debate no evento Viva a Mata, que celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica.
Jacobi resumiu um sentimento que prevalece na academia, entre organizações não governamentais e até entre os negociadores de alto nível de certo pessimismo que a conferência não resulte em compromissos mais concretos para que o mundo se encaminhe para o tão falado desenvolvimento sustentável.
A comparação inevitável é com a Rio 92, vista como um momento que representou uma mudança de paradigma. “A Rio+20 significa um nada, um vazio. De 92 para cá o que aconteceu foi a não implementação de tudo o que foi acordado. Só que passados 20 anos, temos hoje muito mais dados e certezas de que caminhamos para um desastre ambiental e o que acontece? Nada”, disse João Paulo Capobianco, do Instituto Democracia e Sustentabilidade.
Fonte/Créditos: GLOBO.COM
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